do Zuenir Ventura

Ainda sábado – De noite, fomos ver a estréia de "Um circo de rins e fígados", de Gerald Thomas, que inaugurava o monumental (mais de mil lugares) teatro do Sesc Pinheiros. Uma porrada. É a peça mais política e virulenta do meu amigo. E a mais pessimista. A peça se salva do desencanto, do desalento e da descrença pelo humor e um amor selvagem ao teatro e ao país. Aliás, como o próprio Gerald, que tem dificuldade de dormir, é hipocondríaco e sente as dores desse mundo na carne. Ele só se cura quando se encharca de Brasil até a alma. É como a imagem daquele Nanini enrolado na bandeira brasileira no final da peça, ao som do Hino Nacional tocado num ritmo de samba mangueirense, regido por Ivo Meireles. Nanini está simplesmente soberbo. Nada do que Gerald quis mostrar e dizer existiria sem ele.

7 Comments

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7 responses to “do Zuenir Ventura

  1. Drika] [São Luís/MA

    Maravilha!! Vc merece!! E eu continuo lamentando o fato de que vc NUNCA virá se apresentar na minha cidade :’-(

  2. Salman Mario Abu-Malik] [SP Capital

    Continuação.
    Ódio.

  3. Salman Mario Abu-Malik] [SP Capital

    Salam Shalom Pax.
    Índios, Pretos. Nossos Muçulmanos.
    E a hipocrisia impera.
    E akele irmão bem preto, pois vc sabe, eu sou negro, sou preto, mais graças a Deus tive estudo, apesar de crescer dentro da hipócrita classe média.E os ke sentem, sabem,os mais pretos são os mais desinformados.
    Vejam um indio, um cara de pele preta, todos desinformados. Passam transparentes, sofrem sem deixar dor. E o olho grande do “Irmãozão”, faz vista grossa. Quem se importa? Eu me importo. São os nossos muçulmanos. Prontos p/ serem odiados. Sou negro, preto, muçulmano, e graças a Deus, bem informado.
    Denigrem a diferença. “Denigrem”? Já esta incutido o racismo. Não realçam o ke é comum. E o ke é comum em todos? O Amor!! Eu amo, vc ama, nós amamos.
    Te vi no Altas Horas, do primo-irmão Groissman. Eu senti tua dor, pois é a mesma ke’u sinto. Somos uma raça nova, se deram conta disso? Somos a raça brasileira! E podem tentar oprimir, mas o oprimido grita e morre atirando.
    Amor não rima com

  4. Yeda] [São Paulo, Brasil

    Zuenir descreveu bem o espetáculo de Thomas, and tks god he´s back.

  5. Ana] [RJ

    Desculpe também. Na boa também. Mas não valeu não: pérolas aos porquinhos, foi isso. Você é homem pra muuuito mais.

  6. Ana

    Desculpe. Na boa. Mas achei muito pouco tempo de entrevista para quem tem tanto a dizer. Em todo caso, valeu. “Cada dia é dia de um pedaço de pão.” Love Ana

  7. Wesley Antonelli] [Uberaba-MG

    Olá Gerald! Acabei de assistir na rede globo a entrevista com você… Achei-o totalmente autêntico e irreverente. Duas coisas que julgo ser muito importante! Nossa sociedade, alienada e obscura, necessita de pessoas como você para levar um pouco de verdade aos olhos e ouvidos mortos que as pessoas tem… Parabéns.
    Obs.: Foi uma das poucas vezes que fiquei satisfeito com a Globo, por mais que tenha durado poucos minutos.

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