Monthly Archives: April 2004

Cozinhem seus pentes e comam a caspa

Nova York – Cheguei ao limite. Já nao falo coisa com coisa e, portanto nao esperem de mim uma coluna que faca sentido. Portanto estou sentado no pico de Sierra Maestra. Porque nao? Ou em Fellujah, cozinhando para as tropas americanas que, enquanto escrevo, bombardeiam aquela cidade histórica. Sim, travestido de cozinheiro "cordon bleu", cercado de paneloes e paneleiros, e enormes colheres de pau, roubei todos os pentes de todos os Marines e os cozinhei. Vai ser uma refeição e tanto.

O que mais se tem pra dizer? Nao tenho mais o menor saco pra analizar ou ouvir qualquer tipo de analise sobre isso, aquilo ou porra nenhuma. Meus ouvidos estão cheios. Minha ultima decepção foi "Plan of Attack" de Bob Woodward, que ganhei de presente da Fabiana. Li como se devorasse, mas……brochei no meio. Sim sim sim, eh claro, eh claro que ate certo ponto eh interessante saber que Bush pegou no Braço de Rumsfeld e o levou prum cantinho sem que ninguém soubesse e fez confidencia tal e tal. Claro, também eh interessante ler ali a real pirâmide do poder na Casa Branca (tão manchada, que a essas alturas nao ha tinta que a faca continuar branca!)

Mas nao ha nada ali, realmente falando, que já nao sabíamos, seja através do livro de Richard Clarke ou do seriado West Wing ou All the President's Men, do próprio Woodward, quando ele trouxe abaixo o governo Nixon. Ali sim, um jovem Woodward e um jovem Bernstein – ávidos pelo poder jornalístico – DERRUBARAM um governo.

Hoje eh tudo mais "mellow", tudo mais "soft". E eu nao agüento mais ficar seguindo os eventos na televisão, seja no Iraque, seja a escalada pela presidência aqui, seja a escalada da violência ai no Brasil. Eh tudo um horror. Então….escrevo pecas.
Escrevo ate o computador pedir arrego.
E quando ele pede arrego, começo a desenhar, pintar……E quando acaba o papel, ensaio com atores. Nao me calo, enquanto estiver vivo, eu me mexo.

Mas a tendência ao surreal sera cada vez maior. Admiro, realmente admiro aqueles que participam da resistência política. Mas como "pegar em armas" nao me parece mais ser uma opção legitima (eh terrorismo mesmo e eu odeio terrorismo), meu cérebro se encanta por monólogos e situações pouco plausíveis e meu sonho sera encena-las. Pra quem e porque? Nao sei. Satisfação própria talvez.

O Brasil esta – pra mim – cada vez mais distante. Me relaciono com pouquíssimas pessoas no Brasil. Pena. Desapareceram quase todos. Ou sera que fui eu que sumi. Deve ter sido eu. Claro que fui eu. Na verdade nunca morei ai, estava sempre de passagem, sempre em hotel……..assim nao ha relação que dure.

Então, pouco a pouco vou me distanciando de tudo e de todos. Se isso parece uma longa carta de bye bye Brasil de ate logo gente, um dia nos veremos? Talvez. Hoje, quarta de manha, eh assim que me sinto. Nao sei bem porque. Nao vejo muito sentido em escrever uma coluna que ninguém lê, ninguém comenta, num jornal que sequer eh lido pelo dono.

Ou talvez finalmente bateu o fato d'eu morar em cima do East River, dentro d'água como se fosse…..e na beira do FDR drive, ou seja, uma rodovia que margeia Manhattan pelo lado Leste. Pela janela vejo milhares de carros indo e milhares de carros vindo. Pra onde meu deus? Pra onde vai tanta gente? E com tanta pressa? Pra que tudo isso?
Daqui vejo essa população em movimento, tanto carro, tanto monóxido de carbono, tanto PETROLEO, e ai me lembro que a invasão do Iraque nao foi por outro motivo: encher esses tanques todos.

Fecho a janela. Já vi carro demais, já tive a explicação ao vivo, já vi os modelos mais novos, todo mundo comprando os ultissimos modelos de uma Hummer SUV. Pra que ter esse mini tanque de guerra dentro de uma cidade como essa? Da nojo, da medo, amedronta porque esse dono pode ser seu vizinho.

Nunca vi a cara dos meus vizinhos.
Nunca abrimos a porta ao mesmo tempo.
Nunca entramos no elevador juntos.
A ONU eh aqui do lado.
Nao se fala inglês nesse prédio, porque quase todo mundo eh funcionário da ONU.
Me pego lavando o mesmo prato pelo menos umas cinco vezes e amarrando o saco de lixo a tal ponto que ele pode…..Porque estou relatando tudo isso? Parece o inventario de um quase-louco. Deve ser isso.
Sou que nem essa ilustração ai. Uma nuvem rasgada, desenhada a bico de pena que fiz quando eu ainda era desenhista da OpEd page do New York Times no inicio da década de oitenta: uma nuvem rasgada chovendo em cima do planeta.

Ate mais gente. Um dia a gente se fala direito.
LOVE
Gerald Thomas

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Importem o exemplo de São Paulo


Nova York – Terá sido uma miragem o que aconteceu em São Paulo no inicio da semana, ou sera que a metrópole ainda se importa com cultura mesmo? Sera que a mistura de Contardo Calligaris e Silvio Santos, Zé Celso, e a secretaria de cultura teria acontecido no Rio, ou sera que foi em São Paulo que o Brasil efetivou seu momento de utopia e brilhantismo, enquanto o Rio ¿deJeneira¿, como sempre dejeneirou? Efeito de uma portuguesa falta de auto estima e tremenda arrogância, o Rio sofre de uma podridão revestida de lantejoulas que eh de vomitar!

Parabéns São Paulo, parabéns Contardo!

Aqui nos Estados Unidos, O Bob Woodward – aquele que com o Bernstein trouxe o governo Nixon pra baixo com Watergate – esta criando filas homéricas na frente das livrarias. Pra comprar "Plan of Attack" tive que ficar horas na fila da St Marks Bookstore, assim como nos velhos tempos do Fimore East, como se quizesse comprar ingresso pro Jimi Hendrix. E a conversa entre os que estavam na fila nao era muito diferente. Eh uma espécie de renascimento da contra-cultura que acontece aqui, nas sombras desse agouro chamado Bush, a cada dia mais demagogo e com a popularidade subindo.

Cabe a nos comprar os livros que tentam desvendar os mistérios que rondam a Casa Branca e os dias que precederam os momentos dos comandos. Quem sabia o que primeiro? Rumsfeld? Powell? Condy Rice? Quem detesta quem? Cheney detesta Powell? Parece novela da Globo e, de fato eh uma novela global, no real sentido da "realpolitik". E no sentido da "kulturpolitik", já que a coluna imigrou pro alemão (nao sei bem porque, algumas colunas tendem a seguir Heinrich Boll – com trema by the way, quanto mais trema melhor. Trema!), volto já já já pro tema original que nada tem a ver com Bob Woodward ou Bush ou Kerry (tadinho, cada vez mais parecido com um labrador) e a vontade que da eh de falar horas mesmo sobre a vida e obra de Georges Bataille e a "Historia do Olho" ou revistar Illuminations de Walter Benjamin ou S/Z e Mythologies de Roland Barthes, mas isso eh material pra Nova York ou São Paulo….isso no Rio vira tripa de pescador no Posto 6.

Voltando ao tema da cultura no Brasil……..ou em Macondo……Se Gabriel Garcia Marques ou Silvio Santos, depois de anos e anos esnobando o Zé Celso, finalmente conceder o terreno pro tHeatro Uzyna Ozona, vai ser o Maximo. Mas e o Secretario de Cultura do Rio, o Arbaldo Niskier? Como ele reagiria a isso?

Nao sei. Pessoalmente sempre me dei muito bem com ele. Nos conhecemos pouco, mas um secretario de cultura tem relativamente pouco mandato (eh demasiadamente preso ao governador ou governadora).

O que o Rio tem feito pela sua cultura? Eh so ler (nao, nao eh preciso ler….basta ver as figurinhas) dos cadernos culturais cariocas. Se eles são um reflexo do que acontece na cidade, deus me livre!

Mas entre tiros, reféns, mortos do que tenho lido COM HORROR online (e o glamour das novelas e a falsa e ridícula teledramaturgia), o que mais o Rio tem pra oferecer na sua terrível realidade? Se invadirem mesmo todos os morros e acabarem mesmo com toda a ¿cultura¿ que existe ali e criarem realmente um APARTHEIT MAIOR DO QUE JA EXISTE, vai ser foda! Nao vai ter mais carnaval.

Sera que os crentes teriam coragem pra tanto?

Eu tenho muitos amigos em muitas das escolas de samba, em varias favelas e que nada tem a ver com qualquer tipo de crime, organizado ou desorganizado. Mas na hora da bala perdida ou achada, quero saber qual eh o PM ou o general do Exercito que vai explicar que ¿aquele negro ali¿ nao eh o bandido mais procurado do Brasil.

Nao ha mais credibilidade alguma.

Tudo aquilo que o Luiz Eduardo Soares estava tentando construir ha anos, colapsou. Porque? Porque o Garotinho, esse mesmo que esta se cagando nas calcas agora, o demitiu (já estava se cagando la naquela hora). Pessoas ambiciosas e sem nenhum caráter, esses crentes são inescrupulosos e so combatem o crime na superfície. Deu no que deu.

Viver no Rio? Ate quando vocês vão agüentar?
Sugiro que comecem a ler a Folha de São Paulo, a coluna do Contardo, e comecem a ver que existem formas de dialogo (mesmo as mais surreais e mais difíceis e inimagináveis como essa entre Silvio Santos e Zé Celso) que acontecem em cidades como São Paulo.

Ao invés de importarem modelos estrangeiros, dessa vez, a importação nao tem duana e esta somente a 400 kilometros de distancia. Aproveitem.

Gerald Thomas

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POEMA DE ELIO DE OLIVEIRA

Não quero chorar aqui

e mesmo que quisesse não conseguiria,

não consigo mais,

estou seco de lágrimas de almas de palmas… caladas palmas

de um corpo morto escência vil…

Roubo os dias da morte pra quê? por quem?

Cancei do fato feto fétido sistema em micro fibra de ternos de primeira linha.

Apenas chega,

Simples,

Apenas basta,

Gotas de vento,

Fim da calma, da pequena alma.

ELIO DE OLIVEIRA – ATOR E POETA

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O novo livro de Bob Woodward

Plan of Attack

Eh um "masterpiece", do jornalista que fez com que Nixon renunciasse ha mais de tres decadas. Saiu hoje. Ontem, em entrevista ao "60 minutes" na CBS e agora ao "Larry King Live", Woodward discorre sobre seu livro (consegui comprar porque entrei numa fila gigantesca de manha …inacreditavel…..parecia concerto de rock (tem alguem escrevendo sobre isso?)

O que Woodward descreve em seu livro – na medida do possivel – sobre BUSH eh que o presidente tem fibra, personalidade e um plano de ataque. Odeiando ou nao o homem, digo, o presidente, acho que "Plano de Ataque" manda uma mensagem CLARA pra outros presidentes em outros paises que nao agem e que ficam pendurados nessa teia de aranha Hamletiana, sem acao ou com medo do que pode acontecer nos corredores do poder do Castelo de Elsinore.

Nao estou julgando, assim como Woodward procura nao julgar, apenas observar: o que eh otimo.

ACAO eh o que qualquer lider precisa tomar. A nao ser que ele nao seja um lider. Em cujo caso, deve entregar o cargo, pedir desculpas e se mandar.

Woodward eh leitura obrigatoria! Principalmente para certos presidentes que nao sabem como se virar.

Gerald Thomas

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ideologias de plastico: o que Lula nao esta fazendo

Mais do que uma substancia, o plastico eh a ideia da sua infinita transformacao, da sua invisibilidade, falta de identidade e a ideia de que ele pode imitar qualquer coisa. Ele nao deixa de ser um milagre, esse plastico, mas aqueles que, como o plastico (politicos e coisa e tal) que como ele, nao fincam sua marca, nao escolhem uma materia ORGANICA atraves da qual devem e precisam expressar seus ideias e deixar sua politica clara, acabarao tao invisiveis como ele.

Lula meu querido presidente: o Brasil, esse PAIS formidavel e cheio de pesadelos, conchavos, compromissos corroidos por corrupcao de seculos anteriores e total falta de carater dos colonozadores (leia-se todos, inclusive o capital que vos explora), saia da materia plastica e se torne uma forca da natureza, isso que voce ja foi durante seus anos brilhantes de militancia enquanto lider metalurgico.

E agora Lula? Saia da enrolacao. Cuidado pra nao virar acrilico.

Gerald

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domingo ensoladado em Nova York

E tudo que vejo e ouco sao sombras negras. Pessimismo? Nada. Realismo, fatalismo. Enquanto as pessoas fazem compras no SoHo e no East Village e se enchem de trivialidades e andam pra la e pra ca com seus Mercedes conversiveis e seus Hummers de 50 mil dolares, eu fico aqui quebrando a cabeca com o que acontece com a mentalidade mediana. Nao prestam mais atencao em nada? Sempre foi assim? O segundo lider do Hamas eh assassinado (Sharon acabou de passar por Washington) e a escalada da VIOLENCIA entre isrealenses e palestinos (leia-se brancos e negros) (esquecam da divisao de ashkenazis e safaradins entre judeus), a escalada da VIOLENCIA entre as tropas americanas no Iraque e os rebeldes (ate certo ponto aliados ao povo) (leia-se brancos contra negros) e a escalada da violencia no Rio entre os brancos e os negros, na FAVELA da Rocinha, ou seja, essa em cuja escola de Samba eu tenho o maior contato, Haroldo Avlis, mestre Claudio, etc.

Nao, nao consigo sair por ai e "dazer compras" e estampar um sorriso na cara como se o mundo estivesse de "ferias" nesse domingo quente e ensolarado. Eh um "bloody Sunday"

Gerald Thomas

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DA IRONIA TRESPASSANDO AS POSIÇÕES DA SOPA CAMPBELL E O RETORNO AO BRUCUTU.

Adrilles Jorge e Tathiana Lessa

Entretanto, não temos simpatia por argumentos indignos. A intenção é (des) mistificar as lendas.
Atualmente tudo nos aclara que o 'status quo' da população mundial não é a paz e sim o enaltecimento dos tratados escravizantes. Tudo depende do ponto de vista. A verdade é que muitos países desejam conservar os frutos da vitória, com algumas modificações, embora o fazem de forma pouco eficiente.
Lembremos de Hitler: há que se dizer (e vários historiadores renomados afirmam), que este 'fingia' se preparar para uma grande guerra, e na realidade não preparar-se realmente era a parte essencial da estratégia política deste… e os que deram o grito de alarma contra ele, como Churchill, inconscientemente colaboraram com seus planos. Era um novo jogo, e enganou a todos. Bem sabemos que antes, os governos gastavam mais em armamentos do que admitiam, como acontece na maioria dos casos, até hoje!
Aqueles que acreditam nas provas em julgamentos políticos também devem advertir seus leitores de que o documento, longe de ser um 'registro oficial' é altamente controverso. De qualquer modo, continuamos girando em torno do problema político e a questão da arte no cenário mundial.
Poderia uma pessoa em perfeito estado de sanidade mental supor que não há aglutinação nestes dois aspectos?
Aristóteles em 'A Política' já nos explicitou:
'Sabemos que toda sociedade é uma espécie de associação, e que toda associação se forma tendo por alvo algum bem; porque o homem só trabalha pelo que ele tem em conta de um bem. Todas as sociedades, pois, se propõem qualquer lucro – sobretudo a mais importante delas, pois que visa a um bem maior, envolvendo todas as demais: a sociedade política'.
Os valores da sociedade moderna passaram por transformações significativas com o término da Segunda Guerra. Nas décadas de 60 e 70 vimos o consumismo, a exploração de um ser humano por outro, além dos limites da consciência serem altamente questionados. Nos anos 60 a arte pop reconfigurou toda a estrutura que dizia respeito ao lugar da arte na sociedade contemporânea. Na esteira de Beckett e Marcel Duchamp, todos os pressupostos que definiam a arte, todas as tradições e definições estéticas foram colocadas em cheque. O consumismo, a publicidade, pelos quais muitos eruditos torciam o nariz, foram recontextualizados e tiveram, ainda que de forma irônica e debochada, um lugar decisivo na história da produção artística.
E por que não? Qual seria a raiz da invenção artística? Uma lata de sopa recontextualizada pode sim ter um significado de contestação social tão intensa quanto um quadro de Munch ou um romance de Zola. A arte pop deu uma banana para os postulados classistas e pseudo-eruditos, e também contribuiu para a contestação dos valores tradicionais da sociedade. Não apontou respostas para nada, mas através de seu caráter iconoclasta, apontou um caminho de liberdade e contestação.
Quarenta anos depois, no que deu tudo isto? Em tudo e nada, como era de se esperar. No campo artístico, vimos desde a evolução de Gênios como Jean-Luc Godard, como as mais diversas manifestações de picaretagem, com é o caso de certas instações babaquaras.
Mas o triste mesmo, meus caros, é percebermos que no campo político, a coisa não mudou nem evoluiu.Vemos um presidente semi-analfabeto, o Sr. George Bush Jr. jogar fora (e ele lá guardou?) toda uma sorte de questionamentos éticos, sociais, psicológicos produzidos pela iconoclastia cultural do século XX.
É a lógica capitalista, imediatista, pragmática, que tem o seu auge na administração Bush. Realmente o relativismo que reinou absoluto no século passado há muito já saturou. Mas voltar a um primarismo elementar de valores absolutos é demais para os nossos fígados. É a volta do brucutu travestido do simples ,do elementar. E não há NADA elementar, meus caros.Tudo é complicado. O capitalismo sempre esteve voltado para o seu próprio desenvolvimento como capital. O resto seriam conseqüências, boas ou más, dependendo da sorte ou caprichos de cada um.
Na cabeça (esta sim elementar e simplória) de Bush, vivemos uma época de luta entre o bem e o mal. Mas o que é pior? O barbarismo medieval religioso ou o barbarismo medieval do capital? A intolerância religiosa do Al Qaeda ou a intolerância do capital contra a miséria. Ah, sim, o capitalismo permite uma certa margem ''tolerável'' à exclusão social…
A era Bush é a volta consolidada do conservadorismo (e será que algum dia ele se foi de fato?), é a apologia das platitudes, do raso, da não contestação. Bush é a lata de sopa Compbell não-recontextualizada.
Se Aristóteles ressuscitasse no século XXI ficaria HORRORIZADO, pois a política em sua época era bem mais civilizada, decidindo os destinos da nação por meio de diálogo, pois para eles não havia atividade mais apaixonante do que participar ativamente na condução da polis. No âmbito das artes, as virtudes e as grandezas de espírito de um cidadão eram o debate de suas idéias com a comunidade, na defesa de suas proposições.
Um homem que levasse uma vida exclusivamente PRIVADA (leia-se, contemplando seu próprio umbigo!), não passava de um INSIGNIFICANTE ANIMAL DOMÉSTICO.
Estas são as questões que orientam a análise.

'Época triste a nossa, em que é mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo' – Albert Einstein.

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