Headline do Jabor ! :)

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November 20, 2017 · 8:33 pm

FANTASTICA critica de Arnaldo Jabor – CBN – DILÚVIO.

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VEJA SP – Dilúvio (em papel, revista)….por Dirceu Alves Jr

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November 19, 2017 · 6:53 pm

Ilustrada – Folha de S Paulo – Critica DILUVIO

 

DILÚVIO
QUANDO qui. a sáb., às 21h, dom., às 18h; até 17/12
ONDE Sesc Consolação, r. Dr. Vila Nova, 245, tel. (11) 3234-3000
QUANTO R$ 12 a R$ 40; 18 anos

“Dilúvio” é um exemplo do que colocou Gerald Thomas em destaque na cena teatral brasileira da década de 1980 e início de 1990.

Thomas foi um dos que levaram mais longe os pressupostos da encenação moderna naquele momento. Seguindo este caminho, o palco de “Dilúvio” é como uma tela tridimensional sobre a qual ele inscreve a sua criação.

Cenografia, iluminação ou a música não são elementos laterais para ilustrar ou dar a ver determinado texto ou discurso anterior. São a matéria-prima do gesto criativo imagético realizado pelo encenador.

Também o trabalho de atuação faz parte deste material manipulável pelo gênio criador. Ao mesmo tempo em que a movimentação aérea das atrizes sugere ampla liberdade espacial, os cabos que as sustentam fazem lembrar cordas de marionetes. Seus movimentos são rigorosamente controlados para compor a série de quadros fluídos que caracterizam o espetáculo.

Mesmo a atriz Maria de Lima, que parece ter um pouco mais de autonomia no espetáculo, é vista por Gerald Thomas como sua “voz na peça”, seu “real alter ego”. Em determinada cena, ela é inclusive dublada pela voz dele em off, ressaltando a associação direta entre ambos.

Os expedientes modernos que alçam o encenador a artista central e coração criativo do espetáculo não parecem ser o bastante para Gerald Thomas. Ele necessita reiterar obsessivamente sua primazia criativa. Então entra em cena. Torna-se uma espécie de maestro. De costas para o público, fazendo acompanhamento sonoro, ele rege o andamento e a intensidade da apresentação.

Também entra em cena para iluminar passagens com uma pequena lanterna, além de assistir do palco boa parte da peça, explicitando sua própria reação ao que acontece.

A peça torna-se ostensivamente autorreferente. Em texto no programa da montagem, o assistente de direção afirma: “Todos os atores representam Gerald Thomas”.

Apesar de “Dilúvio” indicar temas amplos como Donald Trump e a iminência de uma guerra apocalíptica, ou a perda de referenciais no tempo da pós-verdade, fake news etc., a verdade é que esse universo temático está sempre a reboque do próprio Gerald Thomas, cujos dilúvios criativos e posições sobre tudo aquilo tornam-se o verdadeiro tema do espetáculo.

Não por acaso, fragmentos da relação dele com a mãe, tormentos e impasses do artista neste mundo caótico etc. se sobrepõem no decorrer da peça às imagens da catástrofe civilizatória em que nos metemos. É um retorno perpétuo a ele mesmo.

Tudo se transforma em espelhos que refletem o encenador. O espetáculo fica, enfim, reduzido à celebração de seu próprio gesto criativo. 

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Critica de Miguel Arcanjo Prado – UOL – Gerald Thomas faz de Dilúvio uma obra genial

Crítica: Gerald Thomas faz de Dilúvio uma obra genial

16/11/2017 18h24

Gerald Thomas entre as atrizes de “Dilúvio”: profecia do nosso caos, novo espetáculo é uma obra genial – Foto: Roberto Setton/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Muito se diz ou se opina sobre Gerald Thomas, muitas vezes por gente que sequer conhece algum de seus espetáculos. Afinal, sua forte personalidade tornou-se uma lenda viva do teatro brasileiro e do jornalismo de celebridades também, mesmo em seu extenso autoexílio nova-iorquino.

Contudo, uma coisa realmente é verdade nesse mar de disse-me-disse: goste-se ou não dele, Gerald Thomas é um grande artista

E, aos 63 anos, sua sensibilidade se revigora altamente potente em sua mais nova peça, a apocalíptica “Dilúvio”, em cartaz no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo.

A peça fala da impossibilidade de nos comunicarmos com quem nos é diferente, incentivada cada vez mais pelas bolhas das redes sociais, o que provocará nosso fim na eclosão da apocalíptica 3ª Guerra Mundial.

Assim como Zé Celso anteviu a queda de Dilma Rousseff e a volta de um pensamento fortemente conservador e fascista no Brasil na peça “Walmor e Cacilda 64: Robogolpe”, de 2014, em “Dilúvio”, Gerald Thomas parece ter, para nossa infelicidade, a mesma capacidade premonitória que paira sobre a cabeça dos grandes artistas.

Thomas enxerga nesta era de mentiras fortemente conectadas e difundidas instantaneamente o fim de nossa civilização.

As fake news, série de inverdades espalhadas facilmente pelas redes sociais e que ajudaram a eleger gente como Donald Trump nos EUA, são o ponto de partida da encenação.

Isso dialoga fortemente com o momento pré-eleitoral atual brasileiro, onde a censura põe novamente suas garras de fora, demonizando artistas, enquanto as fake news, infelizmente, se impõem cada vez mais sobre as massas, dando status de “mito” a quem vocifera o ódio e o horror.

“Dilúvio” pode ser vista em São Paulo até 17 de dezembro no Sesc Consolação – Foto: Roberto Setton/Divulgação

Em “Dilúvio”, Gerald Thomas provoca o espectador a refletir diante das imagens caóticas e ao mesmo tempo oníricas que propõe, fazendo referências às minorias cada vez mais atacadas.

Quanto tempo ainda nos resta de civilização? Estamos todos caminhando em silêncio para a barbárie sem sequer resistirmos? Será que, de tão separados em nossas bolhas sociais digitais, não mais conseguimos conviver na vida real com as diferenças, com o outro que não é igual a mim?

Beleza plástica irrepreensível e elenco afinado

Senhor absoluto de uma beleza plástica irrepreensível, na qual a luz de Wagner Pinto dialoga constantemente com sua sofisticada cenografia, o diretor e dramaturgo se posta no canto do palco, de costas para o público, onde executa parte da envolvente trilha co-criada com Mauro Hezê, seja utilizando um instrumento percussivo ou um contrabaixo elétrico.

Sua presença física é uma performance que apresenta o diálogo como nossa única saída.

Em grande atuação, a atriz portuguesa Maria de Lima, como uma personagem travesti que é o fio condutor da montagem, busca incessantemente regar inférteis guarda-chuvas que, em outros momentos, servem de escudo contra a tempestade impiedosa.

Ana Gabi, Beatrice Sayd e Isabella Lemos também se destacam no elenco afinado, pela delicadeza e força de cada movimento ou fala. A elas soma-se a figura de André Bortolanza, assistente de direção e também em cena. É preciso elogiar a preparação corporal de Daniella Visco, fundamental neste espetáculo.

As bailarinas Lisa Giobbi e Julia Wilkins também entregam-se sem medo à proposta ousada do diretor e captam o coração do público em sua poesia aérea delicadamente coreografada.

Que o profeta esteja errado

O único desejo que fica é de que o profeta Thomas esteja errado em sua pregação cênica e que consigamos encontrar algum tipo de esperança por dias melhores.

Que a 3ª Guerra Mundial prevista por ele em seu espetáculo para daqui a três anos consiga ser abortada. Que o amor e o respeito ao próximo consigam o feito de sobreviver a este pérfido mundo contemporâneo.

Sem falsa modéstia, Thomas tem dimensão da potência de “Dilúvio” e utiliza, no próprio texto, a palavra gênio. Aos seus detratores pode parecer uma afronta ou um excesso de autoconfiança. Entretanto, àqueles mais sensíveis, os que conseguem respirar fundo e dialogar com seu espetáculo sublime, certamente hão de concordar que “Dilúvio” trata-se, realmente, de uma obra genial.

“Dilúvio” ✪✪✪✪✪
Avaliação: Ótimo
Quando: Quinta, sexta e sábado, 21h, domingo, 18h. 120 min. Até 17/12/2017
Onde: Teatro Anchieta do Sesc Consolação (r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo, tel. 11 3234-3000)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia); comerciários credenciados pagam R$ 12
Classificação etária: 18 anos

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Critica – VEJA SP por Dirceu Alves Jr

 

Por Dirceu Alves Jr. 

Dilúvio: Maria de Lima, Lisa Giobbi, Julia Wilkins, Ana Gabi, Beatrice Sayd e Isabella Lemos

Não espere do dramaturgo e diretor Gerald Thomas uma história mastigada, com início, meio e fim. No mínimo, haverá uma provocação ou aquela sensação de incômodo na saída do teatro. Em Dilúvio, o encenador, ausente dos palcos brasileiros desde a comédia Entredentes (2014), protagonizada por Ney Latorraca, não trai seus princípios. Pelo contrário, oferece ao espectador um conjunto de cenas de impressionante beleza plástica, em sua maioria coerentes com a proposta, que remete a um apocalipse iminente.

Uma narração em off avisa: daqui a mais ou menos três anos, a III Guerra Mundial será deflagrada, muito por causa do excesso de informações e notícias falsas em circulação na internet. A população, porém, não percebe o perigo e alimenta a intolerância. Representada pela atriz portuguesa Maria de Lima, a personagem central é um travesti errante, que testemunha brigas, estupros e raras demonstrações de carinho. Calejada, ela é uma sobrevivente do preconceito e deposita certa esperança no futuro, como nos momentos em que rega seu jardim na boca do palco.

 

 

Para construir imagens como essa, Thomas estreita de forma radical o diálogo com as artes visuais e a dança. As bailarinas Lisa Giobbi e Julia Wilkins esbanjam técnica em coreografias, a maioria aéreas, que reforçam a dramaturgia e, com lirismo, amenizam o pessimismo inicial. O encenador desenhou um fim do mundo em que a população é usada como munição e recorreu a temas pertinentes, como o feminicídio, a homofobia e a intolerância, para expandir a compreensão da obra. Assim, montou o melhor espetáculo desde Um Circo de Rins e Fígados (2005) e comprova que seu teatro é bem maior do que qualquer polêmica. As atrizes Ana Gabi, Beatrice Sayd e Isabella Lemos completam o elenco (120min). 18 anos. Estreou em 11/11/2017.

+ Teatro Anchieta — Sesc Consolação. Rua Doutor Vila Nova, 245, Vila Buarque. Quinta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00. Até 17 de dezembro.

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Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Zé Celso, Fagundes lendo e uma TORRENTE de emoções! VEJAM até o final. É LINDO o que a Fernanda diz (aos 88 anos de idade)

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